Centro de Moçambique: tensão

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Graça Chongo, desdramatizou a tensão político-militar, que se vive no centro de Moçambique, e assegurou que o "exército está em prontidão" para combater inimigos

Pobreza: uma criança parte pedra no monte Cabeça de Velho, principal cartão de visita de Chimoio, em Manica, centro de Moçambique

Imagens: André Catueira/Lusa

"Não sei se chamaríamos a isso uma tensão política. Não consideramos tensão, porque é um ponto ali que teve alguns problemas, não é o país, por isso não pode constituir tensão política", declarou, a 26 de setembro, Graça Chongo, em Chimoio, Manica, centro de Moçambique.
A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, iniciou no primeiro trimestre deste ano "ofensivas militares", com ataques a viaturas ao longo da Estrada Nacional número um (N1), na região de Muxúnguè, Sofala, centro de Moçambique, em retaliação ao assalto e ocupação da sua sede pelo exército e a Força de Intervenção Rápida (FIR), ligada à polícia.
Dos ataques, alguns que cortaram a escolta militar ativada para proteger a população e bens no troço Save-Muxúnguè, já resultaram a morte de militares e civis. A Renamo "ameaça" dividir o país em províncias independentes.
Uma tentativa de dialogo entre a Renamo e Governo mantém-se num impasse, entre avanços e recuos, devido a "imposições" de ambos, com a oposição a exigir um "acordo político para abonar a legislação eleitoral" e a retirada do exército do perímetro da Gorongosa (Sofala), onde está aquartelado o seu líder, Afonso Dhlakama, e o Governo o "desarmamento da Renamo".
"As forças armadas estão numa prontidão combativa, para responder a qualquer tipo de ameaça" referiu Graça Chongo, que apelou à população para viver de forma tranquila, pois "o país está muito bem perante o exército".
Graça Chongo foi indicado para o cargo em junho último, quando ocorreram, de forma sucessiva, vários ataques a viaturas na região de Muxúnguè.
(Lusa)

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